domingo, 20 de maio de 2012

Nada faltará



Quando se fala de ansiedade, existem dois grupos: os muito ansiosos e os moderados. Contudo, sempre há certo nível de ansiedade nos seres humanos. Trata-se de um problema crônico presente na maioria das pessoas. Esse terrível sentimento tem causado sérios danos nas parcelas mais variadas da sociedade, dos mais idosos aos mais jovens. Mas o que realmente significa essa sensação ou sentimento? Acredita-se que é uma preocupação excessiva a respeito do futuro, ou seja, medo, inquietude e incerteza a respeito daquilo que está por vir.

De certa forma, aquilo que não conhecemos nos inspira medo e incerteza. Quando não é possível prever, temos a tendência de desconfiar, temer e investir muito tempo pensando no que há por vir. Analisamos o ambiente, as variáveis, o que pode afetar positivamente ou negativamente. Realizamos prognósticos, e em alguns casos até construímos alternativas para contornar o possível fracasso. Planejar, organizar e sonhar com o futuro não são práticas nocivas, mas quando deixamos de viver o presente temendo o que acontecerá, aqui temos um grande problema.

A palavra de Deus nos ensina a ser prudentes, vivendo o dia de hoje, “Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” [Mateus 6:34]. Então será que devemos nos esquecer do dia de amanhã? De maneira nenhuma! Em provérbios está escrito, “Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio! Ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento” [Provérbios 6:6-8]. Fica evidente que devemos viver o dia de hoje, pensando no amanhã, de forma sadia, crendo que o Senhor nos suprirá de todas as formas.

"Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”. [Mateus 6:28-33].

Mas e quando passamos necessidades? Em certas situações nos encontramos em terríveis secas? Parece que estamos no deserto, sem nenhuma perspectiva de mudança, não devemos pensar no amanha?

“O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” [Salmos 23:1-4]

Israel passou 430 anos cativo no Egito, e nesse período nunca lhes faltou nada. Quando atravessaram o deserto, suas roupas e calçados não se desgastaram. Deus proveu sombra e água fresca em meio ao deserto. Ele esteve com o povo durante todo o tempo, garantindo não apenas sustento material, mas principalmente, o suprimento da graça, amor e a presença maravilhosa do Senhor dos Senhores.

O Deus que guiou o povo e supriu suas necessidades, é o mesmo que está com você!

domingo, 13 de maio de 2012

Pescadores de homens: Mais bravos que o mar



Muitos filmes possuem a capacidade de nos emocionar, trazendo a tona alguns sentimentos. “Anjos da vida: Mais bravos que o mar [The Guardian]” é um grande exemplo. Retratando como mergulhadores da marinha americana arriscam suas vidas para resgatar as vitimas de naufrágio. O lema da corporação “So others may live – Para que outros possam viver”, nos mostra como a vida do próximo é importante.

Utilizando esse contexto, temos a frase de Jesus Cristo, quando Ele se depara com alguns pescadores na praia ele diz: “E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” [Mateus 4:19]. Aquele que não poupou esforço algum para salvar a minha e a sua vida, também deseja nos ensinar como devemos doar as nossas para que outros possam viver.

Quando Jesus nos chama para sermos pescadores de homens, Ele deixa claro que passaremos muito tempo nas águas. Nós sabemos como é difícil a vida no mar. São as ondas do desanimo que tenta nos abater, a tempestade impiedosa das aflições, a solidão, e muitos outros elementos. O Senhor conhece bem todos esses fatores, já que Ele tem o controle sobre eles, “E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?” [Marcos 4:41]. Sendo assim nós não devemos temer as condições do tempo, e a bravura dos mares, pois o nosso Senhor, e deles também, está conosco. Somos capacitados para vencer tais adversidades.

O espirito de equipe é outro elemento de grande importância, pois os resgates são realizados com sucesso quando o piloto, mergulhador, mecânico e torre de comando estão em sintonia, trabalhando em equipe. Nenhum membro da equipe deve sobressair, o trabalho é realizado por todos, logo cada integrante é essencial.

O Senhor nos chamou para servirmos na água, e na água seremos testados. Sendo assim, nós seremos treinados e capacitados no mar, ou seja, vamos ser provados no mar das aflições, nas ondas do desanimo, tempestades impiedosas, e muitos outros testes. Então, sabemos que as provações dessa vida fazem parte do treinamento de Deus.

“Quando as tempestades fecham portos inteiros, nós saímos. Quando os furacões paralisam a Armada, nós saímos”. Nós somos capacitados pelo maior e melhor mergulhador da história, aquele que não mediu esforços para nos salvar. As pessoas a serem resgatas esperam por um milagre, e aos 22 anos de idade [no meu caso] eu espero que Deus faça de mim esse milagre.

Ao termino de minha vida, eu espero repetir as palavras do apóstolo Paulo, “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” [2 Timóteo 4:7].

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O conhecido desconhecido



Inicia-se mais um dia. Como de costume, realizamos atividades corriqueiras e saímos de casa. Após alguns passos, nos deparamos com um rosto familiar, mas nem tanto. Nossa mente processa rapidamente os dados sobre tal individuo, no entanto poucas são encontradas. Esforçamos um pouco mais, e... Nada. Sabemos que já nos deparamos com essa pessoa em algum lugar, existe alguma relação entre nós, porém esses laços são frágeis. Diante dessa cena temos duas opções, continuar a caminhada, ignorando a presença desse rosto estranhamente familiar, ou então nos aproximar e iniciar um bate papo, colocando de lado todas as dúvidas e constrangimento.

A cena descrita é mais comum do que possamos imaginar. Todos os dias passam pessoas que conhecemos apenas superficialmente, e na maioria das vezes nem as cumprimentamos. Essa reação é comum entre os seres humanos, pois não gostamos de interagir com o desconhecido. Onde não há intimidade não há confiança. Não gostamos de nos arriscar por caminhos que desconhecemos. De fato esse pensamento é lógico. Quem gostaria de se arriscar, cumprimentando um aparente conhecido e não ser correspondido? Onde não há conhecimento, também não há confiança, logo não há espaço para interação.

De maneira análoga é o nosso relacionamento com Deus. Todos os dias nós levantamos, e realizamos atividades habituais. Ao longo do dia, Deus, por meio do seu Santo Espírito, tenta se relacionar conosco. Contudo, quando não existe intimidade com Ele, nós continuamos a realizar as atividades. Sabemos que, de alguma forma, O conhecemos, essa voz é familiar, a presença não é estranha. Mas a falta de conhecimento provoca desconfiança, e consequentemente evitamos qualquer relacionamento.

A igreja de Atenas estava vivendo dessa forma. A falta de intimidade com Deus chegou a tal ponto que “Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO” [Atos 17:23a]. Eles estavam “adorando” o desconhecido. A voz de Deus era ouvida, sua presença sentida, e seu Espírito buscava relacionar-se com eles, mas eles não estavam dispostos a confiar, já que não o conheciam. Não estavam dispostos a confiar no Conhecido desconhecido.

Todos os dias somos convidados a nos relacionar com Deus. A cada instante Ele nos chama para momentos únicos de intimidade. Mesmo em meio a agitação do dia-a-dia é possível escutar a voz do Espírito Santo. Temos apenas que quebrar nosso senso comum, que nos impede de confiar no desconhecido. Mas será que Deus é realmente desconhecido para nós?

“Mas tu és nosso Pai, ainda que Abraão não nos conhece, e Israel não nos reconhece; tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome. [Isaías 63:16].

“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele”        [1 João 3:1].

Somos filhos de Deus, sendo assim somos plenamente conhecidos por nosso Pai. Não há necessidade de desconfiança. Ele nos conhece antes mesmo de nosso nascimento.

Onde não há intimidade não há confiança. Sendo assim, viva a intimidade com o Senhor, e confie no Pai!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Homens de Deus



Muitos homens já passaram pela face da terra. Alguns deles se destacaram em alguns aspectos, e outros passaram despercebidos. Podemos citar os grandes cientistas Einstein, Newton, Kepler, Pasteur, Thomas Watson e muitos outros. Temos ainda os esportistas, políticos, economistas, e etc. É fato que em toda e qualquer época algumas pessoas se destacaram dentre as outras.

Será que existe alguma mágica ou truque que explique esse sucesso? Acredito que magia alguma seria capaz de tal feito. A grande questão está no empenho desses indivíduos em concluir seus objetivos. Se observarmos bem a vida dos grandes homens, encontraremos alguns pontos em comum, como: Responsabilidade, organização, comprometimento e dedicação.

A Bíblia Sagrada nos conta a história de muitos homens de Deus, que se destacaram em seu tempo. Josué, Davi, Elias, João Batista, Paulo, Estevão são alguns deles. E de forma semelhante, eles têm algo em comum, responsabilidade, organização, comprometimento e dedicação. Esses homens eram responsáveis quanto ao ministério da palavra, a qual anunciava destemidamente “Eles estavam muito perturbados porque os apóstolos estavam ensinando o povo e proclamando em Jesus a ressurreição dos mortos” [Atos 4:2]. Organizados no sentido de não promoverem guerras e revoltas, anunciavam a paz de Cristo, "Quando entrarem numa casa, digam primeiro: Paz a esta casa” [Lucas 10:5]. Comprometidos com as pessoas envolvidas na obra de Deus, já que “Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade” [Atos 2:45]. Podemos ressaltar a dedicação de cada um deles quanto ao ministério particular, ou seja, “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” [Efésios 4:11].

Cada um desses homens detinha alguma característica que o tornava único. Então Deus nos usa de acordo com nossas qualidades e méritos? De forma alguma. Através da graça redentora é que o Senhor nos usa. Temos apenas dois deveres, “Por isso dediquem-se com zelo a amar o Senhor, o seu Deus” [Josué 23:11], ou seja, vida com Deus precede trabalho para Deus. “Quando vocês forem levados às sinagogas e diante dos governantes e das autoridades, não se preocupem com a forma pela qual se defenderão, ou com o que dirão, pois naquela hora o Espírito Santo lhes ensinará o que devem dizer" [Lucas 12:11-12], ou seja, se dispor para a obra de Deus, pois a qualificação provém do Pai.

Os verdadeiros homens de Deus são aqueles que não desejam seus nomes gravados na história, pelo contrário, importa que o nome do Senhor seja glorificado e exaltado, “É necessário que ele cresça e que eu diminua” [Joao 3:30].

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Amizade profunda



Amigos são aquelas pessoas que sempre estão presentes em nossa vida. Na infância temos os companheiros de brincadeiras, na adolescência os amigos de travessuras e na juventude os amigos que conhecemos na faculdade. Contudo, essa regra não é geral, existem amizades que surgem em nossas vidas sem a menor explicação, e encontramos um amigo mais chegado que um irmão, até o final da vida.

É engraçado quando vemos dois grandes amigos conversando entre si, pois existe um vocabulário próprio, modo de falar semelhante, expressões faciais únicas e assuntos que só existem entre eles. Um episódio chamado “Chris e Greg” do seriado “Todo mundo odeia o Chris”, expressa exatamente esse fato, já que mesmo sem a presença do amigo, as pessoas os cumprimentam por “oi Chris e Greg”. A amizade deles é tão profunda e verdadeira, que as pessoas ao redor não conseguem distinguir apenas o individuo, apenas os amigos “Chris e Greg”.

A caminhada cristã é semelhante, pois em várias fases desse percurso encontramos amigos e companheiros, sendo que alguns são passageiros e outros levaremos por todo caminho. Entretanto alguns de nossos melhores amigos podem desaparecer de nossas vidas por uma série de variáveis. Infelizmente a vida pode nos deixar órfãos de amigos, e esse é um momento triste, pois caminhar sozinho é terrível. Espere, uma voz baixinha começa a ecoar em nossos ouvidos, e ao olhar para o lado percebemos que ainda existe um amigo, Ele não nos deixou! Jesus Cristo sempre esteve conosco, ao nosso lado.

Decidimos então continuar a caminhada, mas não sozinhos, agora temos um grande amigo ao nosso lado. A caminhada é longa, o percurso é cheio de altos e baixos, momentos de alegria e tristeza, festa e luto, fartura e escassez, “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” [Provérbios 17:17]. Entretanto Jesus está sempre ao nosso lado, não importando a situação.

Ao longo do caminho a amizade vai se fortalecendo, juntos passamos por inúmeras situações, e começamos a estabelecer assuntos próprios, a confiar, reconhecer expressões únicas e um modo de falar exclusivo. Logo somos reconhecidos por nossa amizade, somos “Chris e Greg”.

Algumas pessoas decidiram caminhar com Jesus, e adquiriram tal nível de amizade que seu modo de falar foi totalmente transformado, como Pedro, tentando disfarçar sua relação com Jesus, mas “Pouco tempo depois, os que estavam por ali chegaram a Pedro e disseram: Certamente você é um deles! O seu modo de falar o denuncia" [Mateus 26:73]. Temos ainda o grande apóstolo Paulo, foi um grande amigo de Cristo, pois ele ouvia a voz de seu amigo, e confiava n’Ele. Dessa forma a amizade se tornou tão profunda que “Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles. [Atos 19:11-12].

Deus nos chama para uma amizade íntima, pura e verdadeira, porém é preciso pensar bastante para ingressar nessa amizade, pois ela mudará por completo nossa vida! Se realmente levarmos a sério esse relacionamento, todas as áreas de nossa vida serão drasticamente mudadas. “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido” [João 15:15] .