quinta-feira, 7 de março de 2013

Subindo a montanha




O alpinismo é a prática de subir montanhas, através de caminhadas ou escaladas. É considerado um esporte de aventura, sendo assim envolve muitos riscos. O nome desse esporte se refere ao local onde tudo começou, os Alpes na Europa. Antes começar a subida, o alpinista necessita de vários utensílios, como: Bússola, Mapa, Roupas apropriadas, e muito mais! Uma expedição dura normalmente entre 2 a 3 meses, e cada local tem sua melhor época para ser escalado. Após muito estudar o trajeto, se preparar, ele começa a subir.

A primeira etapa consiste em montar o acampamento na base da montanha, onde os equipamentos necessários são instalados, temos o chamado “lar” para os aventureiros. São gastos vários dias para organizar tudo.

Chegou a hora da ação, vamos subir!

O alpinista sobe aos poucos, cada ele vence alguns metros. Não é recomendável avançar muito em um mesmo dia, nem mesmo dormir no ponto mais alto que se alcançou no dia, pois o ar rarefeito pode causar sérios problemas à saúde dos esportistas. Normalmente são montados 3 ou 4 bases até o topo da montanha, ou seja, o avanço é lento, mas constante.

A conquista do topo é um momento único, de extrema felicidade. Não importa se outros alpinistas já venceram a montanha ou se ele próprio já efetuou essa façanha, a conquista é surreal.

O alpinismo é um esporte sensacional, capaz de produzir sensações das mais variadas em seus praticantes, são pessoas de muita coragem. Entretanto me admira mais a perseverança dessas pessoas. Elas planejam a subida durante muito tempo, organizam suas vidas para o desafio, despendem tempo e recursos. A caminhada é árdua e lenta, mas eles não desanimam! Temos de ressaltar a condições climáticas, que são adversas e muito variáveis, ou seja, pode-se mudar o tempo drasticamente em questão de horas. A própria montanha também não ajuda, pois o trajeto é repleto de irregularidades e descontinuidades.

Esse cenário me parece familiar. Espere, essa é minha história, minha vida sendo contada através de um relato de viagem! Percebo que minha vida é uma escalada. Estou subindo para conquistar o topo, logo estou susceptível aos mesmos eventos que um alpinista. As condições podem não ser as mais favoráveis no momento, muitas dificuldades podem ser causadas pelo tempo.  A montanha da vida também pode complicar nossa aventura, muitas falhas no terreno, alguns tombos e até alguns deslizes, mas tudo faz parte da escalada. Sabíamos desses perigos e imprevistos quando começamos a planejar a subida.

Como é difícil esse esporte, não é mesmo?! Mas como verdadeiros alpinistas, não desistimos, avançamos sempre! Podem ser alguns metros, ou até mesmo alguns centímetros, mas o importante é sempre avançar, nunca retroceder. Temos também nossos utensílios indispensáveis, que nos ajudaram nessa escalada, e sempre que as neblinas nos tirar a visão têm-se a “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” [Salmos 119:105]. A palavra de Deus nos ensina a confiar no Senhor e prosseguir, perseverança, “Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto” [Jeremias 17:7-8].

A montanha pode ser alta, escura e tenebrosa, “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” [Romanos 8:37] .Ele já desceu ao mais profundo abismo, mas hoje está no mais alto dos céus, a destra de Deus, intercedendo por nós!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Perfeito Amor




Certa ocasião estava observando um casal. Era interessante o modo como eles demonstravam carinho nas palavras e nos gestos. A todo o momento eles queriam agradar um ao outro. Essa situação me levou a pensar sobre nosso relacionamento com Deus. Será que temos interesse em demonstrar carinho para com o Pai? Temos nos esforçado para realizar gestos de amor? Temos suspirado por momentos de intimidade com Ele? Essas perguntas têm sido muito frequentes em minha vida nos últimos dias.

Quando se fala de amor, acredito que a primeira reação é citar 1 Coríntios 13! “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine” [1 Coríntios 13:1]. Esse capítulo da Bíblia é muito usado em casamentos, pedidos de namoro, ou demais situações românticas. Esse fato é explicado pela intensidade de seus versos. Encontramos uma declaração de amor, pura e maravilhosa. Entretanto, é facilmente confundida com o amor humano. Esse equívoco pode ser explicado por uma interpretação errada.

A Bíblia inteira aponta para a pessoa de Jesus cristo. Em todas as suas páginas temos pessoas inspiradas pelo Espirito Santo, e falam sobre Jesus. “E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras” [Lucas 24:27]. Davi e Golias nos mostra como podemos derrotar os gigantes em nossa vida, ou fala sobre como Jesus derrotou os gigantes que podem nos matar? Olhando através dessa ótica, a Bíblia aponta para Jesus e o que Ele fez, temos um novo entendimento. Ele é o verdadeiro e melhor Adão, pois ele venceu a tentação no jardim. Ele é o verdadeiro Abel, pois ofereceu um sacrifício puro e imaculado, entretanto foi brutalmente assassinado, mesmo sendo inocente. Jesus é o verdadeiro José, que a direita do Rei perdoa aqueles que o traíram. É nítido que a Bíblia aponta única e exclusivamente para Jesus e o que Ele fez, sendo assim, 1 Coríntios 13 está incluso! Esse capítulo da Palavra de Deus fala sobre Jesus e o que Ele fez por nós. Trata-se de uma declaração de amor.

“Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor” [1 Coríntios 13:5]. Cristo não desejou seus próprios interesses, pelo contrário Ele fez a vontade do Pai, e se entregou na cruz. Cristo não guardou rancor daqueles que o mataram, antes pediu a Deus que lhes perdoasse. “O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará” [1 Coríntios 13:8]. O conhecimento passa, as teorias mudam, contudo o amor de Jesus continua o mesmo por mim e por você. “Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” [1 Coríntios 13:7]. Jesus sofreu por cada um dos nossos pecados. Ele suportou o peso da ira de Deus em nosso lugar, para que fossemos reconciliados com o Pai. Cristo sofreu em nosso lugar para que hoje fossemos chamados amigos de Deus.

A maior prova de amor que possa existir está escrita e descrita na Bíblia, em cada página. “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna [João 3:16].

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Grato Sempre




Certa vez estava conversando com um amigo sobre uma viagem que ele havia feito. Durante alguns dias ele visitou o Haiti, país que foi duramente castigado por um terremoto. Em decorrência da catástrofe, o país sofreu com a morte de milhares de pessoas, grande parte dos prédios veio abaixo, rede de saneamento básico foi afetada, e várias outras situações terríveis. Após a viagem, meu amigo mudou sua forma de ver as coisas. Desistiu de melhorar seu carro, ter e possuir coisas luxuosas, pois no Haiti ele viu que as pessoas precisavam de água potável e alimentos básicos. Durante a conversa, uma expressão marcou minha vida, e me levou a escrever esse texto. Quando meu amigo disse: de agora em diante, sou “grato sempre”!

Atualmente nossa sociedade está mais preocupada com a quantidade monetária que as pessoas dispõem, os imóveis, bens duráveis e outras “características”. Prezamos pelas roupas, acessórios, aparência e outras superficialidades. Essa mentalidade está arraigada em nossos jovens, e infelizmente tem adentrado as nossas igrejas também. Alguns líderes têm pregado sobre a importância de possuir a “benção de Deus”, ou seja, você é abençoado quando sua vida financeira está progredindo, caso contrario, estás em pecado. Esse pensamento é completamente falso! “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” [Mateus 6:19-21].

Uma vida repleta de bens e luxo não representa aprovação do Senhor. Em alguns casos, significa que sua recompensa já foi lhe dada nesta terra “Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado” [Lucas 16:25].

A conhecida “teologia da prosperidade” é o maior câncer da igreja atual. Ela prega que ter é mais importante que ser. Possuir bens e riquezas é mais importante do que ser uma pessoa reta, integra, confiável e leal. Essa ideologia tem seu foco nas coisas e no que elas podem nos oferecer. No entanto, Jesus nos mostra que as pessoas são importantes, e devemos amá-las, “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” [Marcos 12:31]. Cristo não nos ensina a amar e buscar as riquezas, pelo contrário, Ele nos ensina que “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” [1 Timóteo 6:10].

Podemos ver que esse artificio ideológico não é recente, e foi utilizando por Satanás, quando Jesus foi tentado. Ele ofereceu os reinos e glória caso Jesus se prostrasse, ou seja, o inimigo deseja que Cristo se rendesse as grandezas dessa terra. Contudo, “Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” [Mateus 4:10].

Então devemos ser pobres, desprovidos de bens e não desejar coisa alguma nessa terra? Claro que não devemos ter esse pensamento, temos de aprender a sermos gratos sempre! Devemos amar a Deus em primeiro lugar, e depender exclusivamente d’Ele, confiando em sua soberania e graça. “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? [Mateus 6:25-26].

Nosso pai que estás nos céus se preocupa com cada um de nós. Ele se preocupa tanto que “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” [João 3:16]; “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” [Romanos 8:32]

Não fique tão preocupado com o futuro, viva cada dia, e seja grato sempre!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Deserto II




Após 430 anos de escravidão no deserto o povo judeu foi liberto, e para chegar à terra prometida, Canaã, havia de passar pelo deserto. Essa passagem é muito conhecida e muito usada em sermões.  Muitos citam que para chegar à promessa de Deus, precisamos passar pela luta. Há também aqueles que frisam a provisão de Deus no tempo da dificuldade. Certamente essas observações são excelentes e são de grande edificação. Porém vamos analisá-la de outra perspectiva, a intimidade adquirida no tempo da provação.

Durante 40 anos o povo peregrinou no deserto. Nesse período de tempo foi grande a intimidade entre o povo e o seu Deus. Foi no deserto que o povo viu o mar se abrindo perante os seus olhos e também se fechando sobre o faraó, libertando assim do inimigo poderoso. Foi no deserto que o povo pode descansar sob a nuvem e se aquecer e obter a direção da coluna de fogo que ia adiante deles. Foi no deserto que eles conheceram o maná, e tomaram da agua da rocha.

Muitas foram às dificuldades dos judeus no clima árido (umidade relativa do ar em menos de 20% e a vegetação é rara). E foi nesse momento de intensa necessidade que eles viram a atuação divina. Eles estavam face a face com a nuvem (representação de Deus no Antigo Testamento), tinham contato intimo com o glorioso Deus!

Então podemos dizer que na dificuldade Deus vai se manifestar e nos tirar do deserto? Não! Ele vai atravessá-lo conosco. Vai mostrar que seu poder está acima de tudo e de todos. Ele vai nos conduzir até a terra que nos prometeu, e durante esse percurso Ele vai nos mostrar como se importa conosco, como seu amor é real e verdadeiro. Vai nos guiar com a sua Luz, nos proteger do frio com o seu Fogo, nos alimentar com sua Presença

Se a luta é grande, pense que a intimidade a ser adquirida é muito maior! O importante não é o tamanho do deserto a ser atravessado, importa que Deus, que criou os céus e a terra, estará nos guiando.