quarta-feira, 5 de março de 2014

A Eterna dança


Certa vez estava lendo “Cristianismo Puro e Simples” de um grande autor, CS Lewis, quando me deparei com uma passagem marcante. Lewis desejava ilustrar a relação intima entre o Pai, Filho e Espirito Santo. Para exemplificar, ele usou a seguinte metáfora: É como se o Pai, o Filho e o Espirito Santo estivessem em uma dança. Todos constituem a melodia, arranjos e coreografia. Todos fazem parte de todos e em todo tempo. Se um participante faltar, não há musica. Essa ilustração facilitou muito minha compreensão da Trindade Divina.

Em outra ocasião, durante o louvor de nossa igreja, Deus me mostrou e me ensinou muito a respeito d’Ele. Enquanto algumas moças da igreja estavam dançando, havia também uma jovem dançando com sua filha bem pequenina. A criança tentava seguir os passos de sua mãe, repetindo os rodopios, os saltos, e os demais movimentos. A pouca idade e sua pequenez restringiam alguns movimentos. No entanto, essas “adversidades” não impediam a pequenina de dançar e se divertir.  A mãe apenas admirava o esforço da criança. Admirei a cena por breves momentos, até que o Senhor me mostrou que deveríamos ser como aquela garotinha. Em todo tempo devemos estar na presença do Pai, Filho e Espirito Santo, seguindo seus passos, e participando da eterna dança. Ele sabe que somos pequenos demais, e incapazes de executar alguns passos, contudo Deus se agrada do fato de estarmos em sua presença, participando da dança e desfrutando de seu amor e cuidado.

Por vários dias refleti sobre a dança citada por CS Lewis e a dança da jovem e sua filhinha. Lembrei-me da passagem: “Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus” [Mateus 18:2-3]. A simplicidade, sinceridade e pureza de uma criança é algo maravilhoso. A criança confia e depende totalmente de seus pais. Ela se alegra facilmente em seus pais, e não pelo que podem lhe dar. A criança ama em todo tempo. Não esconde seus sentimentos, ela expressa exatamente o que sente, desde o mais belo sorriso até uma careta e língua de fora. Ela é especial, única e extremamente importante para seus pais.

Temos que rever e reestruturar nossos conceitos. Devemos aprender mais com nossos filhos, primos, sobrinhos... Tente observar uma criança por algum tempo, e depois se coloque em seu lugar. Você tem sido simples como uma criança? Tem sido sincera? Espontânea?

Deixe seus problemas e chatices de lado, retorne aos tempos áureos de sua vida, participe da dança. Seja alegre na presença do Pai. Vislumbre a grandeza e majestade do Pai. Seja grato por seu cuidado e amor. Tenha prazer em sua presença.


“Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus. E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe” [Mateus 18:4-5].

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Por favor, não sou uma coisa! Grato.



Os tempos contemporâneos têm revelado terríveis doenças sociais, como a falta de sensibilidade, descaso, egoísmo e outras. Em cada momento essas características ficam evidentes. No trânsito, por exemplo, as pessoas “dão um jeitinho” e não esperam a fila para realizar a conversão, outros tentam levar a melhor nas negociações e ostentam suas posses para menosprezar os outros. Resumindo: é importante estar bem consigo, o resto é apenas resto.

Infelizmente essa tendência da sociedade tem invadido as nossas igrejas, mas de outra maneira, falta amor ao próximo. Não temos tantos casos de “folga” no trânsito, até porque o adesivo da igreja no carro não nos deixa. Ainda não são frequentes as ocorrências de pessoas que são abastadas financeiramente, e por isso zombam ou menosprezam as outras, mas a falta de amor está presente na maioria das relações. Estamos ocupados demais para ir ao nosso próximo, atarefados para ligar para um amigo que não falamos há muito tempo e temos pendencias que nos impedem de saber como está nosso vizinho.

As relações de amizade estão mais frágeis e menos profundas. Os amigos são aqueles que estão mais perto e não precisamos dispender muito esforço para manter essa amizade. É muito “trabalhoso” sair da zona de conforto e ir até aquela pessoa que há pouco caminhava ao nosso lado.  Separar um momento do nosso dia para saber se nosso antigo amigo está bem, se a casa que tanto frequentamos está em ordem deixou de ser uma prioridade. Difícil mesmo é tratar as pessoas como pessoas. Infelizmente, é mais fácil enxergar o próximo como um objeto que em certo momento possui utilidade, mas depois pode ser descartado.

A perspectiva de mudança desse cenário não é muito favorável, já que as pessoas estão se acostumando com essas relações superficiais e materiais. Os indivíduos prezam por “ter” muitos amigos, ao invés de “ser” amigo de muitos.

É preciso relembrar o que Jesus nos ensinou sobre o amor ao próximo. “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” [Marcos 12:30-31].

Temos que amar as pessoas como a nós mesmos, ou seja, dispender esforços para cuidar dos sentimentos de outros, zelar por seus familiares, sentir sua dor, sorrir e vibrar com as vitórias. Enfim, temos que fazer parte da vida do nosso próximo.

O maior ensinamento que Jesus nos deu foi a sua própria vida de entrega. Ele amou tanto a humanidade que deu sua vida por aqueles que nada mereciam. Suportou os arrogantes, chatos, mesquinhos, pobres, ricos e os legais. Jesus nos mostrou que as pessoas são importantes e que devemos amá-las como ele mesmo as amou. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” [João 3:16].

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Criticando os críticos


Os jovens são conhecidos por seu posicionamento e criticas. Os alvos são os mais diversos, dentre eles: Politica, Economia, Religião, Futebol, Filosofia, etc. Os grandes movimentos foram iniciados pelos jovens, ou obtiveram sucesso quando a juventude decidiu apoiar tal manifesto. Podemos citar a campanha das “diretas já”, movimento que desejava derrubar o regime militar no Brasil. Poderíamos citar inúmeros movimentos, não apenas no Brasil, não apenas na atualidade. De maneira semelhante, a juventude cristã da atualidade embarcou no movimento das críticas, e esse fato tem causado muita discussão, principalmente na internet.

A internet é uma ferramenta de grande utilidade para todos, pois temos acesso a um grande volume de informações em tempo real. Outra utilidade é a capacidade de “postar” o que pensamos sobre determinado assunto, gerando um debate e discussão, a fim de ampliar as fronteiras do saber e estreitar os laços interpessoais. Contudo, a internet também pode ser utilizada de maneira negativa, pois a pessoa pode “postar” o que quiser, quando quiser e sobre o que quiser. Algumas pessoas se tornam corajosas demais atrás do monitor, e atacam tudo e todos.

As “postagens” cristãs têm como alvo os pregadores, cantores, igrejas, e muito mais.  Os jovens gostam de criticar, sendo que muitos, não sabem quase nada sobre o tema em questão, não conhecem a vida da pessoa que estão criticando, e muito menos se é verdadeiro o fundamento que possuem. Alguém “posta” algo que ouviu falar, fazendo várias e duras criticas, sem se preocupar com o que realmente ocorreu ou se a fonte é confiável.

Não digo que as avaliações estão erradas, pelo contrário, devemos analisar, criticar e absorver o que é proveitoso. Contudo, a crítica em si mesma, sem promover crescimento, reflexão ou aprendizado é extremamente cruel, pois se trata de um ataque direto, sem defesa ou objetivo, a não ser humilhar e denegrir. Sem este entendimento as criticas só promovem raiva, angústia, rancor e demais sentimentos perniciosos.

Alguns podem dizer, “estou criticando com base bíblica, estou promovendo aprendizado para outros, estou corrigindo a luz da Palavra!”. Não se esqueça de que alguns fariseus também fizeram assim, “E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela” [João 8:3-7].

A coragem e inteligência que muitos jovens possuem para criticar deveriam ser utilizadas para gerar uma autocritica, a fim de promover uma reflexão de si próprio.


Todos os que expõem o que pensam, criticam e apontam erros, estão sujeitos a serem provados no mesmo ponto. Sendo assim, tenha cuidado, já que você pode ser vitima de suas próprias palavras. “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia” [1 Coríntios 10:12].

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A jornada


No ano de 2001, “O Senhor dos Anéis”, famoso livro de J.R Tolkien, foi adaptado como produção cinematográfica e alcançou uma das maiores bilheterias da história do cinema.  A saga, que se estendeu por 3 filmes, foi finalizada no ano de 2003, quando “O Retorno do Rei” foi lançado.

A produção, considerada pela crítica como um dos melhores filmes de aventura, discorre sobre um jovem Hobbit que deixou sua pequena vila, o condado, para viver uma aventura que marcou a sua vida. Percorrendo diversas paisagens, grandes conflitos pessoais, amigos inesperados, vilões cruéis e alimentos exóticos, o foco da história está no anel e sua relação íntima com o portador. Criado por Sauron, o senhor da escuridão, o anel foi perdido e passou por vários personagens até chegar a Frodo Bolseiro, que o herdou de seu tio Bilbo. O anel, que deseja voltar ao seu mestre, utiliza uma influência lenta e gradual sobre o portador. Para evitar que o anel volte para Sauron, uma comitiva é criada para destruir esse poderoso artefato. Esse grande mal só pode ser destruído no local onde foi criado, na raiz da montanha, em Mordor.

A história é muito bonita e os filmes foram bem produzidos, recomendo ambos. Durante a leitura, em vários momentos, o leitor é “convidado” a sentir a adrenalina, medo, alívio e diversas sensações que são oferecidas ao longo da narrativa. O espectador faz parte do enredo.

Trazendo “O Senhor dos Anéis” para a nossa realidade, podemos nos apropriar de vários elementos da produção e pensarmos sobre nossa jornada cristã. De maneira semelhante, estamos em uma longa jornada cercados por várias paisagens conhecidas e outras completamente novas. Essa aventura não é solitária, temos vários amigos que nos ajudam a terminar o percurso. Além disso, temos o “anel do poder”, o pecado, que tenta nos influenciar e dominar.

Assim, também estamos em uma jornada a fim de destruir o mesmo anel (pecado) que tenta nos dominar, de forma lenta e gradual. Lutas e entraves, choro e batalhas, vitórias e algumas perdas nos cercam constantemente. A caminhada não é fácil. Durante o trajeto, alguns personagens seguiram por outros caminhos, outros tentaram dissuadir “Frodo” sobre as qualidades do anel (pecado), e alguns tentaram carregar o fardo para o personagem principal. Estas foram  as estratégias usadas pelo anel (pecado) e seu mestre, o senhor da escuridão.

O jovem Frodo Bolseiro trilhou muitos quilômetros até chegar ao coração de Mordor para completar seu objetivo de destruir o anel. “E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele” [Mateus 11:12]. Durante sua caminhada Frodo não tomou atalhos, ele prosseguiu, lutando, para concluir sua missão. “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” [2 Timóteo 4:7].

Em nossa luta contra o pecado, também não podemos tomar atalhos, desvios, e outras “saídas”. Temos que seguir firmes, determinados a chegar à raiz do problema. É necessário combater os inimigos, a influência do “anel” (pecado) e sua tentativa de nos dominar. A batalha é árdua e deixará marcas que levaremos por toda a vida, “mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”. [Mateus 24:13].


“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” [Joao 16:33].

domingo, 10 de novembro de 2013

Caminhando e Correndo


Há alguns meses atrás realizei um feito incrível para minha pessoa, completei uma volta correndo a Lagoa da Pampulha, mais precisamente 18,2km. Pode parecer um fato pequeno, mas para mim foi algo sensacional, vencer os limites do corpo e da mente. Foram necessários 110 minutos para terminar o percurso, no entanto o início fora bem antes, alguns meses atrás, quando estava caminhando aproximadamente 1km. Muitos dias, treino, perseverança e a distância percorrida em cada noite aumentava. A mente e o corpo travavam uma luta constante, já que em alguns momentos o corpo gritava por descanso, a semana de treinos acumulou a fadiga, mas a mente ditava o ritmo. Em outras ocasiões, a mente estava cansada pelos problemas e afazeres, contudo, o corpo clamava por endorfina.  Assim eram marcados os treinos, repletos de altos e baixos, dias de grande motivação, e dias de desânimo mortal. A fim de completar o objetivo, não me restava escolha, treinos e mais treinos, perseverança, constância, e disciplina.

A minha história de correr 18km pode parecer algo trivial ou desinteressante para você, já que você não é o maior fã de atividades físicas. No entanto, ela pode te ensinar uma grande lição, ensinar um pouco mais sobre a caminhada cristã.

A caminha cristã é muito semelhante a minha histórial. Quero destacar a perseverança e a disciplina. Dificilmente você será capaz de orar por horas, ler muitos capítulos da bíblia e ter um nível de intimidade com Deus da noite para o dia. “Acordo pela manhã e agora serei um cristão exemplar, vou orar 2 horas por dia, lerei 15 capítulos da bíblia por dia, vou orar pelos enfermos e eles serão curados, vou cantar e os céus descerão...”. Essa história não existe, essa situação está mais para um conto de fadas. A caminhada cristã é marcada pela perseverança, “Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo” [Mateus 24:13]; “Pois o Reino de Deus não consiste de palavras, mas de poder” [1 Coríntios 4:20].

A constância é outra característica marcante. Ao longo de nossa existência teremos momentos felizes, tristes, animados, desanimados, eufóricos, calmos e outras fases semelhantes. Serão momentos de altos e baixos, mas cabe a nós manter a constância para não perdermos o ritmo. “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo" [João 16:33]. Um momento de descanso ou uma semana sem treinos, e muito será perdido. Perderemos preparo físico, disposição, nossos objetivos serão repensados, etc. “Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil” [1 Coríntios 15:58].

          "Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo ã submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado" [1 Coríntios 9:26-27].

        Espero que minha experiência tenha lhe ajudado. Quero chegar ao final da minha caminhada e poder dizer: “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé” [2 Timóteo 4:7].

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Homens de Deus




Muitos homens já passaram pela face da terra. Alguns deles se destacaram em alguns aspectos, e outros passaram despercebidos. Podemos citar os grandes cientistas Einstein, Newton, Kepler, Pasteur, Thomas Watson e muitos outros. Temos ainda os esportistas, políticos, economistas, e etc. É fato que em toda e qualquer época algumas pessoas se destacaram dentre as outras.

Será que existe alguma mágica ou truque que explique esse sucesso? Acredito que magia alguma seria capaz de tal feito. A grande questão está no empenho desses indivíduos em concluir seus objetivos. Se observarmos bem a vida dos grandes homens, encontraremos alguns pontos em comum, como: Responsabilidade, organização, comprometimento e dedicação.

A Bíblia Sagrada nos conta a história de muitos homens de Deus, que se destacaram em seu tempo. Josué, Davi, Elias, João Batista, Paulo, Estevão são alguns deles. E de forma semelhante, eles têm algo em comum, responsabilidade, organização, comprometimento e dedicação. Esses homens eram responsáveis quanto ao ministério da palavra, a qual anunciava destemidamente “Eles estavam muito perturbados porque os apóstolos estavam ensinando o povo e proclamando em Jesus a ressurreição dos mortos” [Atos 4:2]. Organizados no sentido de não promoverem guerras e revoltas, anunciavam a paz de Cristo, "Quando entrarem numa casa, digam primeiro: Paz a esta casa” [Lucas 10:5]. Comprometidos com as pessoas envolvidas na obra de Deus, já que “Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade” [Atos 2:45]. Podemos ressaltar a dedicação de cada um deles quanto ao ministério particular, ou seja, “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” [Efésios 4:11].

Cada um desses homens detinha alguma característica que o tornava único. Então Deus nos usa de acordo com nossas qualidades e méritos? De forma alguma. Através da graça redentora é que o Senhor nos usa. Temos apenas dois deveres, “Por isso dediquem-se com zelo a amar o Senhor, o seu Deus” [Josué 23:11], ou seja, vida com Deus precede trabalho para Deus. “Quando vocês forem levados às sinagogas e diante dos governantes e das autoridades, não se preocupem com a forma pela qual se defenderão, ou com o que dirão, pois naquela hora o Espírito Santo lhes ensinará o que devem dizer" [Lucas 12:11-12], ou seja, se dispor para a obra de Deus, pois a qualificação provém do Pai.

Os verdadeiros homens de Deus são aqueles que não desejam seus nomes gravados na história, pelo contrário, importa que o nome do Senhor seja glorificado e exaltado, “É necessário que ele cresça e que eu diminua” [Joao 3:30].

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Amizade profunda




Amigos são aquelas pessoas que sempre estão presentes em nossa vida. Na infância temos os companheiros de brincadeiras, na adolescência os amigos de travessuras e na juventude os amigos que conhecemos na faculdade. Contudo, essa regra não é geral, existem amizades que surgem em nossas vidas sem a menor explicação, e encontramos um amigo mais chegado que um irmão, até o final da vida.

É engraçado quando vemos dois grandes amigos conversando entre si, pois existe um vocabulário próprio, modo de falar semelhante, expressões faciais únicas e assuntos que só existem entre eles. Um episódio chamado “Chris e Greg” do seriado “Todo mundo odeia o Chris”, expressa exatamente esse fato, já que mesmo sem a presença do amigo, as pessoas os cumprimentam por “oi Chris e Greg”. A amizade deles é tão profunda e verdadeira, que as pessoas ao redor não conseguem distinguir apenas o individuo, apenas os amigos “Chris e Greg”.

A caminhada cristã é semelhante, pois em várias fases desse percurso encontramos amigos e companheiros, sendo que alguns são passageiros e outros levaremos por todo caminho. Entretanto alguns de nossos melhores amigos podem desaparecer de nossas vidas por uma série de variáveis. Infelizmente a vida pode nos deixar órfãos de amigos, e esse é um momento triste, pois caminhar sozinho é terrível. Espere, uma voz baixinha começa a ecoar em nossos ouvidos, e ao olhar para o lado percebemos que ainda existe um amigo, Ele não nos deixou! Jesus Cristo sempre esteve conosco, ao nosso lado.

Decidimos então continuar a caminhada, mas não sozinhos, agora temos um grande amigo ao nosso lado. A caminhada é longa, o percurso é cheio de altos e baixos, momentos de alegria e tristeza, festa e luto, fartura e escassez, “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” [Provérbios 17:17]. Entretanto Jesus está sempre ao nosso lado, não importando a situação.

Ao longo do caminho a amizade vai se fortalecendo, juntos passamos por inúmeras situações, e começamos a estabelecer assuntos próprios, a confiar, reconhecer expressões únicas e um modo de falar exclusivo. Logo somos reconhecidos por nossa amizade, somos “Chris e Greg”.

Algumas pessoas decidiram caminhar com Jesus, e adquiriram tal nível de amizade que seu modo de falar foi totalmente transformado, como Pedro, tentando disfarçar sua relação com Jesus, mas “Pouco tempo depois, os que estavam por ali chegaram a Pedro e disseram: Certamente você é um deles! O seu modo de falar o denuncia" [Mateus 26:73]. Temos ainda o grande apóstolo Paulo, foi um grande amigo de Cristo, pois ele ouvia a voz de seu amigo, e confiava n’Ele. Dessa forma a amizade se tornou tão profunda que “Deus fazia milagres extraordinários por meio de Paulo, de modo que até lenços e aventais que Paulo usava eram levados e colocados sobre os enfermos. Estes eram curados de suas doenças, e os espíritos malignos saíam deles. [Atos 19:11-12].

Deus nos chama para uma amizade íntima, pura e verdadeira, porém é preciso pensar bastante para ingressar nessa amizade, pois ela mudará por completo nossa vida! Se realmente levarmos a sério esse relacionamento, todas as áreas de nossa vida serão drasticamente mudadas. “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido” [João 15:15] .