terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Bote Salva Vidas


Na infância eu sonhava em ser piloto de avião. Na adolescência eu pensava em ser jogador de futebol. E agora na juventude eu planejo ser um administrador. Em todas as fases da minha vida eu planejava ser algo ou possuir algum bem, porém eu sempre tinha uma segunda opção, um plano B. Se a carreira de piloto falhasse, eu certamente optaria pela natação. Ser jogador de futebol era uma esperança, no entanto o insucesso me levaria a ser professor de física.
Ao longo de minha vida, vários foram os desejos, projetos arquitetados, planos e metas foram traçadas. Mas eu também sempre tinha um “escape”, uma segunda alternativa, caso a primeira escolha não fosse concretizada. Até mesmo na vida cristã eu utilizava essa tática, se o ministério pastoral não vingar, é certo que serei diácono. Assim eu desenhava meu futuro, sem pedir direção de Deus, e sempre com uma carta na manga.
Lendo a palavra de Deus eu encontrei uma situação parecida, “Tentando escapar do navio, os marinheiros baixaram o barco salva-vidas ao mar, a pretexto de lançar âncoras da proa. Então Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes homens não ficarem no navio, vocês não poderão salvar-se” [Atos 27: 30-31]. Os marinheiros projetaram uma fuga, imaginando que o apóstolo Paulo estivesse errado.
De modo semelhante, temos em nossas vidas vários barcos salva-vidas, que usamos em situações aparentemente desfavoráveis. Quando surge uma situação que foge aos nossos planos, tomamos imediatamente o bote salva-vidas, ou partimos para o plano B. Essas atitudes demonstram a falta de confiança! Quando projetamos um plano B, quer dizer que não confiamos no plano A.
Deus tem planos, sonhos e projetos para cada indivíduo, mas às vezes optamos por nossos próprios planos, adotamos o plano B como a melhor alternativa. Sendo assim demonstramos que não confiamos no Senhor, e que nossos planos são melhores que os d’Ele. “Então Paulo disse ao centurião e aos soldados: Se estes homens não ficarem no navio, vocês não poderão salvar-se” [Atos 27:31], esse trecho explicita o que ocorre com aqueles que decidem por si mesmos. Eles não poderão se salvar, pois o bote salva-vidas não foi feito para enfrentar tempestades, ventos avassaladores, rochedos. O principal elemento da navegação também não está presente, o Capitão! Estamos dizendo que conseguimos navegar sozinhos, sem o Capitão, logo nossos próprios esforços são capazes de salvar-nos a vida.
        Uma embarcação sem tripulação, velas, suprimento e outros aparatos essenciais para navegação, pode até flutuar algumas milhas. Entretanto uma embarcação desprovida do Capitão jamais saberá qual é o Caminho correto, pois o Capitão já venceu essas águas há muito tempo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Confiança no Pai

Uma história. Em um pequeno vilarejo morava uma família de camponeses. A residência de dois andares era habitada pelo casal Johnson e seus três filhos. Certa vez os garotos resolveram se aventurar pela casa escura carregando uma tocha, mas por certo descuido a casa foi tomada pelas chamas. Todos correram para o lado fora, exceto o caçula da família, que ficou preso no segundo andar. Ele se dirigiu para a grande janela que havia na frente da casa. A fumaça o impedia de visualizar seus familiares, mas ele escutava os gritos de seu pai, “Pule meu filho, pois eu vou te agarrar”. Tomado pelo medo e a falta de visibilidade o garoto respondeu, “Pai, eu não o vejo, como posso pular?”. A resposta de seu pai foi crucial para encorajar o garoto, “Filho, você não consegue me ver, mas eu o vejo, confie em mim”.
Essa história nos conta a respeito da confiança. O relacionamento entre pai e filho é colocado à prova. A confiança que o filho tinha em seu pai foi determinante para sua decisão de pular ou não.
Da mesma forma é o nosso relacionamento com Deus, nosso Pai. Por várias vezes enfrentamos incêndios em nossas vidas, e corremos para a janela, a procura de socorro. Deus está do lado de fora gritando, “pode pular meu filho amado, eu vou te segurar!”, mas a nossa falta de confiança, nos faz hesitar e muitas vezes não pulamos.
A falta de confiança é algo terrível, pois não acreditamos em nosso próprio Pai, o relacionamento está enfraquecido. A causa desse enfraquecimento é a fumaça provocada pelo incêndio, já que ela nos impede de ver Deus. Tal impedimento pode tomar diversas formas, como uma demora em conseguir um emprego, namoro que não ocorre, projetos ministeriais que não se concretizam, e muitas outras situações.
Outra história. Certa noite, saí para uma caminhada ao redor de um lago artificial em Belmar. Do outro lado do lago havia um salão de festas chamado Barclay, que hospedava festas, convenções, recepções de casamento e assim por diante. Mais de cem pessoas faziam fila na porta da frente. Haviam todos acabado de chegar de um casamento na St. Rose Church, para a recepção que já havia começado. Podiam ouvir a música e as risadas, as pessoas bebendo e dançando. E a expressão no rosto deles! Estavam todos explodindo de ansiedade, seguros dos seus lugares reservados, mal podiam esperar para entrar[1].
O Noivo, Jesus Cristo, nos chamou para entrar e festejarmos como Ele. Estamos certos de que nossos lugares estão reservados. Sendo assim não há ansiedade no mundo que nos impeça de participar dessa festividade. Temos apenas de percorrer o trajeto da igreja até o local da recepção!
A palavra de Deus está repleta de versículos que nos ensinam sobre confiar em Deus. Em romanos temos um dos versículos mais lindos da Bíblia, em minha opinião, “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” [Romanos 8:32]. O salmista também diz, “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele o fará” [Salmos 37:5].
Confiar significa amar. Você confia apenas em pessoas que você ama. Sendo assim, confie em Deus plenamente.


[1] Evangelho Maltrapilho, Brennan Manning.

Homens de Deus

Muitos homens já passaram pela face da terra. Alguns deles se destacaram em alguns aspectos, e outros passaram despercebidos. Podemos citar os grandes cientistas Einstein, Newton, Kepler, Pasteur, Thomas Watson e muitos outros. Temos ainda os esportistas, políticos, economistas, e etc. É fato que em toda e qualquer época algumas pessoas se destacaram dentre as outras.
Será que existe alguma mágica ou truque que explique esse sucesso? Acredito que magia alguma seria capaz de tal feito. A grande questão está no empenho desses indivíduos em concluir seus objetivos. Se observarmos bem a vida dos grandes homens, encontraremos alguns pontos em comum, como: Responsabilidade, organização, comprometimento e dedicação.
    

    A Bíblia Sagrada nos conta a história de muitos homens de Deus, que se destacaram em seu tempo. Josué, Davi, Elias, João Batista, Paulo, Estevão são alguns deles. E de forma semelhante, eles têm algo em comum, responsabilidade, organização, comprometimento e dedicação. Esses homens eram responsáveis quanto ao ministério da palavra, a qual anunciava destemidamente “Eles estavam muito perturbados porque os apóstolos estavam ensinando o povo e proclamando em Jesus a ressurreição dos mortos” [Atos 4:2]. Organizados no sentido de não promoverem guerras e revoltas, anunciavam a paz de Cristo, "Quando entrarem numa casa, digam primeiro: Paz a esta casa” [Lucas 10:5]. Comprometidos com as pessoas envolvidas na obra de Deus, já que “Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade” [Atos 2:45]. Podemos ressaltar a dedicação de cada um deles quanto ao ministério particular, ou seja, “E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres” [Efésios 4:11].
    
    Cada um desses homens detinha alguma característica que o tornava único. Então Deus nos usa de acordo com nossas qualidades e méritos? De forma alguma. Através da graça redentora é que o Senhor nos usa. Temos apenas dois deveres, “Por isso dediquem-se com zelo a amar o Senhor, o seu Deus” [Josué 23:11], ou seja, vida com Deus precede trabalho para Deus. “Quando vocês forem levados às sinagogas e diante dos governantes e das autoridades, não se preocupem com a forma pela qual se defenderão, ou com o que dirão, pois naquela hora o Espírito Santo lhes ensinará o que devem dizer" [Lucas 12:11-12], ou seja, se dispor para a obra de Deus, pois a qualificação provém do Pai.
    
    Os verdadeiros homens de Deus são aqueles que não desejam seus nomes gravados na história, pelo contrário, importa que o nome do Senhor seja glorificado e exaltado, “É necessário que ele cresça e que eu diminua” [Joao 3:30].

Havia um menino torto

Era uma vez, numa galáxia não tão distante, uma moça chamada Vanessa. Ela era uma mulher temente a Deus, ajudava nos ministérios da igreja e sempre sonhava em ter filhos, mas infelizmente não podia. Após alguns anos de muitas lutas, jejuns, propósitos, ela se dirigiu até o pastor de sua igreja, Jorge Linhares, e solicitou uma oração. Deus ouviu sua oração e concedeu a Vanessa, dois filhos, Ana e Jônatas.
Jônatas Henrique Alves Kaizer, uma criança muito complicada em todos os sentidos. Quando criança gostava de soltar papagaio, saia correndo pelo bairro atrás de outros papagaios e só não foi atropelado pela misericórdia de Deus. Além de correr enlouquecido atrás de pipas, ele era louco por futebol, e jogava todo o dia descalço na praça perto de sua casa e na escola.
Mas a vida desse garoto nem sempre foi repleta de aventuras, já que ele sofreu inúmeras enfermidades, acidentes dentre outros. A começar pelo ataque de carrapatos “miúdos” que ele sofreu quando estava ajudando seu pai a capinar um lote. Foi internado por três dias, seu corpo estava todo marcado pelos carrapatos e pelas fortes injeções que recebia. Passado algum tempo, como uma criança normal ele adquiriu a catapora, uma doença “tranquila” e se tratada corretamente, em uma semana tudo volta ao normal. Entretanto, o vírus da catapora subiu para o cerebelo e complicou tudo. O diagnóstico do médico não foi muito animador, a doença evoluiu para “cerebelite”, e o tempo de recuperação seria superior a 30 dias. A Vanessa não aceitou essa palavra e orou a Deus. Em quatro dias o menino que não falava, comia, movia, estava pulando e aprontando todas no hospital. Era a prova de que o Médico dos médicos é quem dita às regras.
Certa vez esse menino peralta estava ajudando a mãe a carregar algumas garrafas de vidro, só que de repente ele sai em disparada, desobedecendo a sua mãe, e o resultado foi uma grande queda. As garrafas foram prensadas contra o seu peito e só não se quebraram e o pior não aconteceu por que Deus atuou na situação.
Muitas foram às obras maravilhosas de Deus na vida do Jônatas Kaizer, gastaria muitas páginas descrevendo como Ele o livrou da morte, transformou seu comportamento explosivo em uma pessoa calma e controlada. Um rapaz que detestava leitura e escrever qualquer texto acima de cinco linhas se tornou um leitor assíduo de livros apologéticos, literários, acadêmicos e um escritor, graças a Deus.
Havia um menininho torto, que morava em uma casinha torta, que andava em um caminho torto, mas um dia a Bíblia ele encontrou! E tudo que era torto Jesus endireitou!
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Jo 3:16

sábado, 17 de dezembro de 2011

Decisões


A cada minuto são tomadas inúmeras decisões no planeta terra. São resoluções na área da saúde, financeira, politica e muitas outras. Uma decisão afeta nosso presente e nosso futuro, e em alguns casos outras pessoas também são atingidas. O Político que cria uma lei visando melhorar a qualidade dos hospitais. Um jogador de futebol lesiona, de forma proposital, seu companheiro de profissão. Sendo assim devemos ser cuidadosos em cada ato de nossas vidas.
A Palavra de Deus nos mostra várias situações onde as decisões tomadas influenciaram na vida de muitas pessoas. A contagem do povo, promovida pelo rei Davi desencadeou a ira de Deus [1 Crônicas 21:1-7]. Jeroboão, filho de Nebate, construiu altares a ídolos na terra de Israel, levando assim o povo a pecar contra o Senhor [1 Reis 12:27-33]. Os irmãos de José o venderam para uma caravana que se dirigia para o Egito, provocando muita dor a seu pai Jacó [Genesis 37:28-34].
Certamente muitas pessoas foram entristecidas e sofreram, em detrimento de decisões erradas. A Bíblia nos mostra a dor de várias pessoas que sofreram consequências terríveis pela decisão de outras. Entretanto a Bíblia nos mostra como a decisão de um homem mudou a história da humanidade.
Ele nasceu em uma pequena cidade do país. Sua infância foi dedicada a aprender o oficio de seu pai, carpintaria. Sua juventude foi repleta de peregrinações. Sua vida aqui na terra foi encurtada por uma decisão, a cruz. Jesus decidiu se entregar por todos nós na cruz, a fim de restaurar a comunhão com o Pai. O Filho de Deus se fez servo, serviu a humanidade, para que todos os servos se tornassem filhos, assim como Ele.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” [João 3:16]
Uma decisão pode afetar a muitos, e de fato uma decisão mudou a história de todos. Jesus Cristo veio ao mundo, se fez homem e se entregou na cruz em nosso lugar. Deixamos de ser escravos do pecado para nos tornar filhos de Deus.
Cuide para que suas ações produzam vida e edificação na vida de outras pessoas.